Ultima atualização: 29 de junho de 2020

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Quem sofre com desconfortos como prisão de ventre, diarreia recorrente, flatulência ou cólicas pode nem imaginar, mas o problema pode estar nas bactérias intestinais. Sim, elas existem e estão entre nós! A flora intestinal do ser humano abriga mais de 100 milhões de micro-organismos (1) responsáveis pela saúde e bom funcionamento do sistema digestivo.

Sempre que se fala em bactérias, a tendência é pensar que são agentes prejudiciais à saúde, mas não é bem assim. O corpo humano possui, naturalmente, bilhões delas. E é justamente para falar sobre essas “pequenas notáveis” que preparamos este artigo. A partir de agora, vamos mostrar tudo sobre as bactérias intestinais e suas funções no equilíbrio do organismo. Vamos lá?

O mais importante

  • Muitos fatores têm influência sobre o equilíbrio das bactérias intestinais: alimentação, estilo de vida e até a genética.
  • A flora intestinal — também chamada de microbiota — ajuda a detectar e combater micro-organismos nocivos que podem prejudicar a saúde. Portanto, é importante na resistência do sistema imunológico.
  • O consumo de antibióticos e a incidência de algumas doenças podem matar bactérias essenciais para o equilíbrio da flora. Por isso, é importante fazer a reposição com suplementos adequados.

Os melhores suplementos para repor as bactérias intestinais

Se você está enfrentando problemas intestinais, adotar um suplemento para repor as bactérias intestinais e equilibrar seu sistema digestivo é uma boa saída. As opções disponíveis no mercado são muitas. Por isso, fizemos uma pesquisa sobre os produtos mais indicados por especialistas, os mais vendidos e com as melhores avaliações. Veja nossa seleção:

O probiótico líquido para reposição instantânea

O suplemento Enterogermina é uma das linhas de probióticos mais reconhecidas entre os profissionais de saúde. A versão plus do plus do produto é constituída por água e 4 bilhões de esporos de bacillus clausii, que chegam vivos ao intestino e contribuem para o equilíbrio da flora.

Pronto pra tomar e sem gosto, cada ampola contém a dose diária recomendada para reposição instantânea e o fortalecimento constante da microbiota intestinal.

O suplemento de bactérias ideal para veganos

Diferente da maioria dos probióticos, este é encapsulado com gelatina 100% vegetal, o que torna o produto totalmente vegano. Livre de glúten, lactose ou qualquer tipo de corante ou conservantes, ele é fabricado com alinhamento aos padrões de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente e aos animais.

Cada cápsula é formada por um blend que totaliza 30 bilhões UFC, com 8 cepas de bactérias intestinais, que são resistentes à acidez do estômago e chegam vivas ao intestino.

O probiótico em sachês práticos e eficientes

Especialmente desenvolvido para ajudar a recompor a flora intestinal, este probiótico é muito indicado por especialistas para uso logo após episódios de diarreia ou tratamentos a base de antibióticos potentes.

A apresentação, em pó, facilita a ingestão, já que basta diluir o conteúdo do envelope em meio copo de água. Cada sachê garante a administração de 5 cepas de bactérias intestinais mais amido de milho, que pode ser considerado um prebiótico importante para o fortalecimento dos micro-organismos já no intestino.

O que você precisa saber sobre as bactérias intestinais

Para começar, é sempre bom esclarecer que as bactérias presentes naturalmente no intestino são benéficas e essenciais não apenas para o processo digestivo, mas para a saúde de forma geral.

Como ainda é comum que surjam dúvidas sobre este tema, vamos responder às perguntas mais frequentes sobre a importância das bactérias intestinais e as formas mais eficientes de manter essa microbiota em equilíbrio. Siga conosco!

girl eating yogurt

Os alimentos fermentados, como o iogurte, são uma boa fonte de probióticos.
(Fonte: Marctran: 100914463/ 123rf.com)

O que são as bactérias intestinais?

Estes pequenos moradores que vivem, naturalmente, no intestino humano são micro-organismos que estabelecem, com o ambiente onde estão instalados, uma relação de mutualismo. Na prática, significa que tanto o corpo humano quando as bactérias são beneficiados com este convívio.

Isso ocorre porque, à medida em que nosso corpo oferece alimento para que elas sobrevivam e se reproduzam, elas combatem agentes que possam ser nocivos à saúde. Logo mais vamos falar detalhadamente sobre a ação das bactérias intestinais. As mais comuns encontradas no organismo são:

  • E. Coli (apesar de estar relacionada ao surgimento de diversas doenças, ela vive em harmonia no intestino. Apenas quando ocorre algum desequilíbrio na flora intestinal, ela pode ser responsável por algumas infecções);
  • Bacteroides;
  • Bifidobacterium;
  • Eubacterium;
  • Clostridium;
  • Lactobacillus;
  • Fusobacterium.

Qual a função das bactérias intestinais?

Os pesquisadores e especialistas em microbiologia não param de estudar a influência e a ação das bactérias intestinais no organismo humano. Atualmente, já se conhece muito sobre a atuação destes pequenos hóspedes (2, 5). De acordo com estes estudiosos, as funções mais importantes são:

  • Previnem a proliferação de micro-organismos estranhos e nocivos;
  • Ajudam na digestão dos alimentos;
  • Produzem vitamina B e K, que não são sintetizadas pelo corpo humano;
  • Fortalecem o sistema imunológico, promovendo desenvolvimento e equilíbrio;
  • Podem ajudar a diminuir a incidência de câncer de cólon, mama e próstata (os estudos ainda são inconclusivos a este respeito);
  • É possível que contribuam para melhorar alguns transtornos neurológicos, metabólicos e psiquiátricos (3).

Como o corpo adquire as bactérias intestinais?

Alguns estudos mostrar que o primeiro contato com as bactérias intestinais se dá imediatamente após o nascimento. No entanto, pesquisadores as encontraram, recentemente, em bebês prematuros. Isso pode indicar que as bactérias já estariam presentes no corpo humano desde a gestação.

A diversificação completa da flora intestinal ocorre por meio da ingestão dessas bactérias, predominantemente pela alimentação. Os alimentos lácteos e fermentados (como veremos mais adiante) são os maiores responsáveis pela composição da microbiota.

Normalmente, por volta dos 2 a 3 anos de idade, a criança já possui, em condições normais, todos os tipos de bactérias intestinais benéficas ao ser humano. Como mostramos, em troca da hospedagem, elas proporcionam a regulação de diversas funções do organismo.

O que pode afetar o equilíbrio da flora intestinal?

As bactérias intestinais têm uma alta capacidade de se adaptar às mudanças no ambiente em que estão instaladas e assim, seguem mantendo a saúde de forma geral. Apesar disso, algumas situações podem alterar o equilíbrio do ecossistema microbiano.

Nestes casos, as bactérias não conseguem se adaptar à mudança, gerando “disbiose” (2). Na prática, a disbiose é caraterizada pela redução da capacidade de absorção dos nutrientes. Essa disfunção pode levar à carência de vitaminas no organismo e permitir o aumento das bactérias nocivas ao corpo humano.

O desequilíbrio da flora intestinal pode ser resultado de várias condições. As principais são a diminuição drástica da população natural de bactérias intestinais, alterações no ambiente (como no pH intestinal) até a colonização por micro-organismos tóxicos. Normalmente, as causas destas condições se devem a fatores como:

  1. Doenças intestinais como o câncer de cólon, doença celíaca, inflamações ou infecções;
  2. Patologias como obesidade, diabetes e alterações imunológicas;
  3. Consumo prolongado de antibióticos;
  4. Dieta pobre em fibras e alta em açúcar, carboidratos refinados e gordura saturada;
  5. Envelhecimento, seguido de desnutrição;
  6. Sedentarismo;
  7. Estresse;
  8. Tabagismo, consumo de álcool e outras drogas.

Dr. Drauzio VarellaMédico e pesquisador

“A manipulação do microbioma humano fará uma revolução na medicina do século 21. As bactérias podem ser capazes de prevenir e tratar a obesidade, doenças inflamatórias, infecciosas, degenerativas e até de transtornos psiquiátricos.”.

Como evitar as bactérias prejudiciais à saúde?

Nem todas as bactérias que têm acesso ao intestino são benéficas para o organismo. Ao contrário, algumas podem ser responsáveis ​​por diferentes consequências que vão desde diarreia e desconforto intestinal até doenças mais graves e desagradáveis.

Diante disso, você pode estar se questionando como diferencias as bactérias boas das ruins. De forma geral, alguns cuidados, especialmente no consumo dos alimentos, serão eficientes para impedir a ingestão de bactérias nocivas à sua saúde:

  • Procedência: as bactérias obtidas por meio de suplementos e alimentos fermentados vivem em equilíbrio cm o organismo (17) e são benéficas. Os recém-nascidos as adquirem por meio do leite materno;
  • Qualidade dos alimentos: não consuma produtos industrializados fora do prazo de validade ou em mal estado de conservação. Da mesma forma, tenha atenção a alimentos mal lavados ou cozidos de forma inadequada. Estas podem ser a porta de entrada para bactérias não compatíveis com a flora intestinal;
  • Dieta equilibrada: manter o intestino saudável não depende apenas das bactérias que vivem ali. Os alimentos consumidos podem tornar o ambiente mais apropriado para o desenvolvimento de bactérias nocivas. Por isso, é importante manter uma dieta rica em fibras e baixa em açucares. O contrário é um “prato cheio” para os micro-organismos prejudiciais.

Probióticos e prebióticos: qual a diferença?

A semelhança entre as duas palavras costuma causar confusão. Por isso, é comum que as pessoas pensem estar falando da mesma coisa. Mas não é bem assim. Por isso, vamos explicar a diferença entre prebióticos e probióticos, mostrando como cada um deles chega ao organismo:

  • Probióticos: são micro-organismos vivos que, consumidos na quantidade adequada, promovem a saúde intestinal e do organismo como um todo, por consequência. Os mais comuns são o Lactobacillus e o Bifidobacterium;
  • Prebióticos: são moléculas grandes que o organismo humano não consegue digerir. Assim, quando chega ao intestino, serve de alimento para as bactérias, restabelecendo a força da microbiota. Os prebióticos mais conhecidos são a inulina, amido de batata e os galacto oligossacarídeos, presentes no leite materno.

Probióticos têm contraindicações?

Apesar de ser considerado um dos suplementos com menos reações adversas, há algumas pessoas que não devem consumir suplementos de probióticos. A seguir, detalhamos quais são estes grupos:

  • Imunodeprimidos: pessoas com HIV, indivíduos que receberam transplantes ou pessoas com doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide ou esclerose múltipla) (22). O uso de probióticos por pessoas com estas condições requer acompanhamento médico rigoroso;
  • Crianças: existem probióticos desenvolvidos especialmente para crianças, mas eles devem ser usados apenas com prescrição e supervisão médica. Isso porque o ambiente intestinal dos pequenos pode não estar pronto para receber determinados agentes;
  • Grávidas, lactantes e idosos: em todos estes casos, o uso não é totalmente contraindicado, mas é preciso que seja feito com critério. Isso significa que deve haver indicação médica, já que o sistema imune de pessoas deste grupo pode ser prejudicado com muita facilidade (23).
cake

O chá de kombucha é uma infusão fermentada feita com chá, açúcar, bactérias e levedura.
(Fonte: Manchinda: 127562913/ 123rf.com)

Como a dieta influencia nas bactérias intestinais?

Atualmente, já é consenso entre os profissionais da saúde a importância dos probióticos e prebióticos no equilíbrio da flora intestinal. Por este motivo, muitos estudos têm procurado em alimentos a presença destes componentes.

Assim, com alimentação balanceada, é possível manter as bactérias intestinais em níveis saudáveis.

Alimentos com probióticos

A fermentação é capaz de proporcionar sabores únicos aos alimentos. Mais que isso: gera uma redução significativa no pH, que funciona como um método de conservação, impedindo o desenvolvimento de microrganismos nocivos.

Ao mesmo tempo, promove o crescimento de bactérias saudáveis (16). Portanto, para ter acesso à mais probióticos, você pode consumir:

  • Iogurte;
  • Chocolate amargo;
  • Queijo fresco;
  • Kombucha (bebida fermentada a base de bactérias e levedura);
  • Soro de leite;
  • Berinjela curtida;
  • Pão fermentado;
  • Tempeh de soja;
  • Missô (pasta fermentada a partir da soja e do sal);
  • Repolho fermentado (chucrute);
  • Vinagre.

É sempre importante ter em mente que fermentação e pasteurização são processos diferentes e geram resultados distintos. Ao ser pasteurizado, um alimento perde todos os micro-organismos vivos, sejam eles benéficos ou não.

Alimentos com prebióticos

Diferente do que ocorre com os probióticos, neste caso os alimentos não contêm micro-organismos vivos. Ao contrário, o prebiótico é ingerido para servir de alimento às bactérias intestinais. Os mais comuns são:

  • Amidos resistentes: encontrados na banana verde e na aveia, em alimentos como batata, arroz e macarrão, depois de resfriados por 6 ou 7 horas;
  • Inulina: é um polímero comum no alho, cebola, alho-poró, aspargos, trigo e abacaxi;
  • Pectina: presente na cenoura, feijão, uvas, maçã, além das ameixas, amora e mirtilo;
  • Oligossacarídeos: podem ser encontrados na cebola, alho, nabo, alcachofra e aspargos;
  • Betaglucanos: polissacarídeos presentes na levedura de cerveja, cevada, aveia e cogumelos;
  • Galactoligosacarídeo: consumido por meio do leite materno.

Critérios de compra

Os probióticos não são a grande solução para todos os problemas que decorrem do desequilíbrio intestinal. Ainda assim, são grandes aliados na manutenção das bactérias intestinais, responsáveis por manter e reforçar o funcionamento de vários sistemas, inclusive o imunológico. Por este motivo, na hora de comprar seu suplemento (3), é importante estar atento a estes critérios:

Resistência bacteriana

Na hora de escolher seu suplemento, procure produtos que resistam à umidade e à temperatura ambiente. Isso é importante porque, aqueles que são muito suscetíveis a mudanças ambientais, ou que requerem refrigeração, podem facilmente perder a eficácia (14).

Essa resistência deve estar indicada pelo fabricante no rótulo do produto. Ela pode variar de acordo com a cepa bacteriana, que nada mais é do que o tipo de bactéria, e é possível de acordo com o tipo de encapsulamento dos probióticos, e sua combinação com prebióticos, como os oligossacarídeos inulina (18).

green bacteria

A microbiota intestinal ajuda a detectar e combater bactérias nocivas à saúde. Por isso, tem influência direta sobre o sistema imunológico. (Fonte: Geralt: 123081/ Pixabay.com)

Revestimento dos comprimidos

Como citamos no item anterior, as altas temperaturas, a umidade e o contato com ácidos gástricos e biliares podem diminuir a quantidade de bactérias vivas nos probióticos. De acordo com estudos, o encapsulamento de suplementos provou ser um dos métodos mais apropriados para proteger bactérias vivas no interior (25).

Por este motivo, confira o tipo de revestimento utilizado na fabricação do suplemento. Um dos materiais mais úteis para esse fim são os alginatos com misturas de biopolímeros.

Unidades Formadoras de Colônias (UFC)

A unidade formadora de colônias diz respeito à quantidade de bactérias vivas ou mortas em um probiótico (14). Para maior eficiência, é importante encontrar um suplemento que combine a alta resistência das cepas com um valor entre 100 mil e 1 bilhão de UFC.

Essa combinação de fatores é fundamental. Isso se deve ao fato de que, por si só, a alta quantidade de UFC não garante a eficácia do produto, uma vez que micro-organismos úteis são aqueles que atingem o trato gastrointestinal ainda vivos (24).

Tipo de cepa

Mesmo as bactérias intestinais pertencentes ao mesmo gênero e espécie, podem apresentar ação terapêutica diferenciada, de acordo com a cepa a que pertencem. Veja os exemplos:

Gênero Bacillus
Espécie coagulans
Cepa GBI-30, 6086

Eficaz na prevenção ou tratamento de patologias intestinais e extra intestinais (10, 19, 20, 21):

Entidade Cepas recomendadas Efeito
Dor abdominal – síndrome do intestino irritável Bacillus coagulans GBI-30, 6086
B. longum subsp. infantis 35624
Escherichia coli DSM17252
Melhora os sintomas
Inchaço abdominal – síndrome do intestino irritável B. animalis subsp. lactis DN-173 010 Melhora os sintomas
Diarreia ou prisão de ventre – síndrome do intestino irritável B. animalis subsp. lactis Bb12
B. animalis subsp. lactis HN019
Melhora os sintomas
Diarreia causada por antibióticos L. paracasei subsp. paracasei DN-114 001 Melhora os sintomas
Infecções respiratórias Lactobacillus rhamnosus LGG
Bifidobacterium animalis ssp
Ajuda a prevenir (19)
Diabetes Mellitus L. salivarius UBLS 22 Estabiliza os níveis de glicose e insulina (20)
Alergias Lactobacillus gasseri KS-13
Bifidobacterium bifidum G9-1
Bifidobacterium longum MM-2
Estudos sugerem melhora nos sintomas das rinoconjutivites (21)

Resumo

Apesar do senso comum de que as bactérias são inimigos da boa saúde, estudos espalhados por todo o mundo comprovam os benefícios no convívio equilibrado de alguns micro-organismos no corpo humano. As bactérias intestinais são a prova de que manter este ecossistema é fundamental para a qualidade da saúde como um todo.

Por isso, preparamos este guia e mostramos tudo o que é importante considerar antes de iniciar a suplementação com algum tipo de probiótico. Mostramos as diferenças entre ele e o prebiótico e as formas de conseguir estes elementos por meio de uma dieta equilibrada. Por fim, esperamos que nossas orientações sejam úteis para conduzir a sua decisão de compra, na busca pelo melhor suplemento para regular as bactérias intestinais.

Se você gostou deste material, aproveite para compartilhar com amigos e família. Até logo!

(Fonte da imagem destacada: Silviarita: 3186730/ 123rf.com)

Referências (25)

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Fonte

Por que você pode confiar em nós?

Angélica Collado Formada em Medicina
O objetivo de Angélica é seguir sua evolução constante no universo da saúde. Apaixonada por encontrar novas e melhores maneiras de aproveitar uma vida saudável e de aliviar as dores das pessoas,
Redatora do Saudável&Forte, Vera pesquisa com muito cuidado e auxiliar na redação e edição de artigos relevantes que envolvem um dos temas que mais lhe interessam: o universo da suplementação.
Artigo científico
Guarner F., Papel de la flora intestinal en la salud y en la enfermedad [Internet]. Nutrición Hospitalaria. 2007. [Consultado el 28 Abr 2020].
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Teresa A., Giuseppe D., Susana D., Manuel F. Microbiota [Internet]. Recomendaciones de la Sociedad Española de Enfermedades Infecciosas y Microbiología Clínica. 2016. [Consultado el 29 Abr 2020].
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