descrição gráfica do cólon irritável
Ultima atualização: 22 de julho de 2020

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Você certamente conhece alguém que sofre com a Síndrome do Cólon Irritável. A dificuldade de se alimentar fora de casa e incerteza sobre a dieta adequada são companhias constantes de que convive com esse problema. Para aliviar o desconforto que segue cada refeição, é possível fazer uso de alguns suplementos alimentares.

Apesar de que cada pessoa tem sintomas distintos para esse distúrbio, de maneira geral há alguns cuidados com a dieta que valem para todos, pois agem contra a causa da irritação intestinal. Neste guia, preparamos um material completo que vai esclarecer todas as suas dúvidas, de uma vez por todas. Fique conosco.

O mais importante

  • O cólon irritável, como também é chamada a síndrome do intestino irritável, é um transtorno digestivo que produz dor abdominal, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), flatulência e inchaço, entre outros sintomas.
  • Apesar de que o fatores que desencadeiam essa enfermidade ainda não estejam totalmente claros, já se sabe que a dieta é o principal fator que influi no tratamento da síndrome. Alguns suplementos — como os probióticos e o Psyllium — também podem ser benéficos no tratamento.
  • Para escolher o melhor suplemento contra as crises do cólon irritável, é importante examinar os seguintes critérios: cepa e dose do probiótico, presença de alérgenos e viabilidade do uso do Psyllium, entre outros pontos sobre os quais vamos tratar mais a frente.

Os melhores suplementos contra o cólon irritável

El colon irritable puede manifestarse con diarrea, estreñimiento o una alternancia de estas condiciones. Cada persona tiene sus tolerancias y sensibilidades alimentarias, lo que hace imposible que exista una dieta o complemento que le siente bien a todos los individuos afectados. Algunos de los suplementos que pueden ayudar a tratar el colon irritable son:

Hortelã pimenta em chá para aliviar os sintomas

O chá de Hortelã-Pimenta é refrescante e restaurador. Assim, ele ajuda a combater os sintomas do cólon irritável, ao mesmo tempo em que atua com propriedades adaptógenas, realizando uma desintoxicação natural do corpo.

Livre de glúten e cafeína, ele pode ser consumido por todas as pessoas e confere um sensação de energia e disposição. Todas as plantas do chá são cultivadas com manejo ecológico e sustentável.

O probiótico ideal contra o cólon irritável

O Psyllium é uma fibra que age no meio ambiente intestinal, servindo como substrato para as bactérias benéficas e, assim, conseguindo restabelecer o equilíbrio da flora.

Além de ser extremamente eficiente como prebiótico, ainda é capaz de se ligar aos carboidratos, gorduras e açúcares, formando um gel que é eliminado através das fezes. Com isso, auxilia na redução do colesterol e reforça o sistema imune debilitado.

O suplemento de Psyllium em cápsulas veganas

As cápsulas são uma forma prática e eficaz de consumir todos os tipos de suplementos. No entanto, para quem assume uma dieta vegana, é fundamental estar atento à composição do revestimento.

Neste caso, a Unilife produz as cápsulas em HPMC (Hidroxipropilmetilcelulose), que são 100% vegetais. Assim, você pode tomar ser interferir na dieta e garantir a dose de probióticos ideal para combater os sintomas do cólon irritável.

Tudo o que você precisa saber sobre o cólon irritável

A síndromo do intestino irritável atinge muitas pessoas, de todas as idades. No entanto, não há um tratamento definitivo para este transtorno. O que já se sabe é que a dieta tem papel preponderante tanto no alívio quanto no agravamento dos sintomas. É sobre isso que falaremos, com todos os detalhes, a partir de agora.

menina tomando chá

Uma dieta baixa em carboidratos fermentáveis como frutose, lactose e outros oligossacarídeos pode ajudar a reduzir as crises do cólon irritável. (Fonte: Guillem: 93080327/ 123rf.com)

Definição de cólon irritável

A síndrome do intestino irritável (SII) ou cólon irritável é um distúrbio intestinal que causa dor abdominal e alteração no ritmo normal da evacuação, que tanto pode se apresentar como diarreia quanto por constipação.

Os sintomas mais comuns são inchaço abdominal, flatulência, muco nas fezes ou dor nos movimentos intestinais (1, 2). Ainda não estão claras as causas ou os fatores que desencadeiam a síndrome, já que não diz respeito a uma enfermidade infecciosa ou metabólica.

Atualmente, o diagnóstico é baseado nos sintomas. As pessoas que sofrem com o transtorno apresentam micro-inflamações na parede intestinal, além de mudanças na motilidade, desequilíbrio da microbiota do cólon e disfunções imunológicas (1, 2, 3).

Tendo como referência alguns importantes estudos, uma pessoa é diagnosticada com a síndrome do intestino irritável quando sofre, durante 3 meses, com dor abdominal recorrente (4 dias ao mês ou 1 dia por semana) e cumpre ao menos dois dos seguintes quadros (2, 4):

  1. A dor está relacionado com a defecação e, em algumas ocasiões, melhora após a evacuação;
  2. Há mudanças na frequência das visitas ao banheiro. Pode haver aumento ou diminuição, indicando diarreia ou prisão de ventre, respectivamente;
  3. Apresenta alteração na consistência da massa fecal. As fezes serão mais líquidas se o cólon irritável se manifesta por meio de diarreia, e mais ressecadas quando a reação se dá pela constipação.

Nature Neuroscience

“Os ácidos produzidos por Bifidobacterium infantis podem ajudar a impedir o crescimento ou a colonização de bactérias prejudiciais no interior do cólon”.

A diarreia e a constipação no cólon irritável

Ainda que a maioria das pessoas pensem que o cólon irritável se manifesta apenas com episódios de diarreia, em muitos casos o que predomina é a prisão de ventre. Outras pessoas, podem alternar as duas situações.

A síndrome pode ser classificada em quatro tipos, de acordo com a forma como o cólon irritável se apresenta. Abaixo, você pode observar o detalhamento de cada uma dessas formas de manifestação da SII (2, 5):

Tipos de cólon irritável ou síndrome do intestino irritável (SII) Características
SII com predomínio de diarreia – Mais de 25% das evacuações têm consistência líquida ou pastosa. As fezes firmes representam menos de 25% do total

– É mais frequente em homens

SII com predomínio de constipação (prisão de ventre) – Mais de 25% das evacuações são duras. Podem ocorrer fezes com consistência normal ou mais pastosa, mas representam menos de 25%

– É mais predominante em mulheres

SII mista ou cíclica – Há alterações entre períodos com prisão de ventre e a diarreia

– Mais de 25% das fezes são duras e mais de 25% são líquidas

SII inespecífica ou não classificada – A pessoa apresenta os sintomas de cólon irritável, mas não tem motilidade intestinal característica de nenhum dos tipos anteriores

Qual o melhor tratamento para o cólon irritável?

Como dissemos há pouco, ainda não se tem um tratamento definitivo, que possa curar a síndrome do intestino irritável. Por isso, a terapêutica é focada em combater as causas e aliviar os sintomas.

Assim, a manutenção de dieta equilibrada e o controle do estresse são, segundo especialistas, as estratégias básicas contra a SII. O tratamento do cólon irritável deve ser personalizado e pode incluir:

  • Fármacos: exitem diversos medicamentos para tratar os sintomas do cólon irritável. Os médicos costumam prescrever antiespasmódicos, antidiarreicos, laxantes suaves e, em alguns casos, psicofármacos. Os suplementos de probióticos, Psyllium ou o óleo essencial de hortelã-pimenta representam uma grande ajuda. A maioria das pessoa utilizam esses medicamentos apenas durante as crises (1, 6);
  • Dieta: a adoção de uma alimentação que proteja o cólon é essencial para tratar tanto a diarreia quanto a constipação que se associam à síndrome. Certos alimentos podem agravar os sintomas, mas esta sensibilidade varia de pessoa para pessoa. Atualmente, a dieta baixa em FODMAPs tem demostrado resultados benéficos para os que convivem com a SII (1, 3);
  • Psicoterapia: o cólon irritável costuma estar associado à ansiedade, depressão e transtornos do sono. Por este motivo, a psicoterapia pode ser uma grande aliada no tratamento, ajudando a melhorar a qualidade de vida de quem sofre com este distúrbio (3, 7);
  • Técnicas de relaxamento: a meditação. as técnicas de mindfulness e o relaxamento muscular progressivo podem ajudar a diminuir os níveis de estresse e ansiedade. Assim, contribuem para atenuar os sintomas do cólon irritável (7);
  • Atividade física: a prática de exercícios físicos, de 3 a 5 vezes por semana, com até uma hora de duração, pode estar associada à diminuição dos sintomas da síndrome do intestino irritável (3, 8).

A seguir, apresentamos uma tabela com os medicamentos mais utilizados para tratar os sintomas da SII. Vale lembrar que é fundamental contar com o acompanhamento médico para um tratamento seguro e eficaz.

Tipos de fármacos prescritos Função
Antiespasmódicos Reduzem a contração involuntária da musculatura intestinal que causa as dores abdominais durante as crises
Antidiarreicos Retardam o trânsito intestinal
Laxantes suaves A fibra solúvel contribui para a formação da massa fecal e melhora o trânsito intestinal. Há alguns laxantes que estimulam as contrações, aumentando a motilidade intestinal. São indicados para os casos em que haja predomínio de constipação
Anti gases  Evitam o acúmulo de gases no intestino, diminuindo a sensação de inchaço e desconforto abdominal. Também ajudam a eliminar os gases já formados
Psicofármacos Exercem um efeito analgésico visceral em casos de dor abdominal intensa. Além disso, ajudam a tratar a depressão e a ansiedade, que estão relacionadas ao desencadeamento das crises

Suplementos contra o cólon irritável

Nem todas as pessoas que sofrem com o cólon irritável precisam de suplementação. No entanto, alguns suplementos melhoram significativamente a qualidade de vida, diminuindo a incidência de crises e reduzindo os sintomas.

O uso destes produtos é considerado seguro e eficaz, já que os suplementos mais indicados são os que atuam como protetores e ajudam a restabelecer e fortalecer a flora intestinal, conforme você pode ver na sequência:

  • Probióticos: as bactérias e leveduras exercem um papel benéfico ao se instalarem no intestino e restituir o equilíbrio da microbiota — micro-organismos que habitam o ambiente intestinal —. No cólon irritável, pode haver hipersensibilidade visceral, inflamações e crescimento bacteriano descontrolado. Neste cenário, os probióticos atuam modulando essas reações (5, 6). Para que isso ocorra, porém, não se pode utilizar qualquer cepa bacteriana. Neste sentido, temos estudos que recomendam a administração da Bifidobacterium infantis 35624, que alivia significativamente a dor, a distensão abdominal e as alterações no trânsito intestinal na SII (9);
  • Prebióticos (fibras solúveis): são compostos vegetais que retêm água e tornam a massa fecal mais pastosa. Assim, ajuda a combater a prisão de ventre sem aumentar as contrações que causam dor abdominal. O Psyllium, uma fibra solúvel proveniente da casca da semente de Plantago ovata, atua como prebiótico e serve como alimento para as bactérias benéficas ao intestino (1, 6);
  • Óleo essencial de hortelã-pimenta: obtido da planta Mentha x piperita L, este óleo tem como princípio ativo o mentol, que possui alto poder antiespasmódico e anti gases. A melhor forma de consumi-lo é em cápsulas para evitar efeitos como náuseas ou refluxo (6, 10).
suco para digestão

A cenoura é um alimento recomendado para as pessoas que sofrem com a síndrome com cólon irritável.
(Fonte: Lisa870: 50231030/ 123rf.com)

A fibra alimentar no tratamento do cólon irritável

Ser diagnosticado com síndrome do intestino irritável não significa que você terá de deixar de consumir fibras. No entanto, é importante diferencias os tipos de fibra para consumir apenas aquelas que podem ajudar no combate ao transtorno.

A fibra insolúvel, por exemplo, proveniente do farelo de trigo, aumenta o peristaltismo (movimento do intestino) e acelera o trânsito intestinal. Com este estímulo intenso, pode causar dor abdominal em pessoas que sofrem com prisão de ventre (1, 11).

Já a fibra solúvel é mais tolerada. Ela estimula o desenvolvimento das bactérias boas e ajuda nas crises de diarreia e de constipação. Porém, por se tratar de um composto fermentável, o consumo em excesso pode causar flatulência, distensão e desconforto abdominal (1, 3).

Para a suplementação de fibras como a Psyllium, é recomendável começar com pequenas doses misturadas aos alimentos. Depois de adaptado, o paciente pode aumentar a dose ate chegar à quantidade indicada pelo profissional que o acompanha (1).

A tolerância às fibras varia de acordo com a pessoa. Por este motivo, o tratamento nutricional do cólon irritável deve ser tratado de forma individualizada.

Janice Vickerstaff JonejaNutricionista, pesquisadora e professora

“Em muitas pessoas que sofrem com a síndrome do intestino irritável, a fibra solúvel pode piorar os sintomas”.

Cuidados com a dieta para controlar o cólon irritável

Assim que recebe o diagnóstico de cólon irritável, a primeira recomendação é buscar ajuda de um nutricionista para mapear a dieta atual e afastar os vilões, que possam desencadear novas crises ou agravar os sintomas.

Além disso, é preciso conhecer alguns hábitos que podem agravar o desconforto durante uma crise de cólon irritável. Com isso em mente, durante esses episódios, fica mais fácil adotar a dieta correta, baseada nestas práticas (12, 13):

  • Evite as substâncias estimulantes, como o café, o álcool e pimentas. O cigarro, apesar de não ser parte da dieta, é outro hábito que deve ser evitado;
  • Fracione a dieta em 4 ou 5 refeições diárias. Comer apenas duas vezes ao dia é extremamente prejudicial. O ideal é comer mais vezes, em menores quantidades;
  • Coma lentamente, com tranquilidade. Assim, você evita ingerir ar junto com os alimentos. Ao contrário, pode aumentar ainda mais a retenção de gases e, consequentemente, o inchaço e a dor abdominal;
  • Diminua o consumo de açúcares simples. Seja no açúcar refinado, nos doces industrializados ou até mesmo nas frutas e no mel, o excesso de sacarídeos aumenta os sintomas do cólon irritável;
  • Não masque chicletes. Esse hábito une duas práticas que pioram a crise: a provável ingestão de ar e o excesso de açúcar;
  • Evite alho, cebola e alho poró e vegetais como couve-flor, brócolis e rabanete;
  • É comum que o cólon irritável venha acompanhado por intolerância a lactose. Por isso, convém não tomar leite, iogurte, nata e nem comer queijos;
  • Legumes, milho e farelo de trigo são fontes de fibras insolúveis, que podem agravar os sintomas. Melhor não consumir;
  • Hortaliças e frutas são ricas em fibras solúveis e, portanto, adequadas tanto em caso de diarreia quanto constipação;
  • As carnes e ovos costumam ser bem aceitas. No entanto, em episódios de diarreia, flatulência ou dor intensa, é recomendável consumir carnes leves, como frango e peixe;
  • O pão branco, o arroz refinado e o macarrão costumam ser bem aceitos pela maioria das pessoas que sofrem com o cólon irritável.

Não existe uma dieta capaz de aliviar os sintomas de todas as pessoas de forma universal. Portanto, é aconselhável manter um diário alimentar. Assim, você conseguirá perceber quais alimentos desencadeiam uma crise e quais são consumidos sem problemas.

O que é a dieta baixa em FODMAPs?

Há pouco falamos aqui sobre adotar uma dieta baixa em FODMAPs. Se você se perguntou em que consiste esse cardápio, vai descobrir que, apesar do nome complexo, ele não tem mistérios.

Antes de tudo, vale esclarecer: FODMAP é uma sigla, em inglês para “oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”. A dieta baixa em FODMAPs, portanto, consiste em eliminar os alimentos ricos nestes macronutrientes.

E sabe por que é importante eliminar os FODMAPs? Porque estes carboidratos são fermentados no intestino, produzem gases e são o estopim para novas crises do cólon irritável, gerando flatulência, dor e inchaço abdominal (2, 14).

A eficácia da dieta ainda está sob estudo, mas as pessoas que a seguem já relatam bons resultados. No entanto, é muito restritiva e nunca deve ser feita sem supervisão médica, para avaliar a duração do tratamento e a reintrodução dos alimentos ao longo do período (2, 14).

Grupos de alimentos Alimentos ricos em FODMAPs (Desaconselhados para o cólon irritável) Alimentos baixos em FODMAPs (Recomendados para o cólon irritável)
Açúcares Açúcar comum (sacarose), mel, doces e xaropes. Também estão neste grupo os edulcorantes, adoçantes como sacarina e xilitol Nem mesmo a versão light de doces industrializados é recomendada
Frutas Maçã, pera, ameixa, damasco, pêssego, cereja, melancia, frutas secas (desidratadas) Cítricos, banana, kiwi, abacaxi, amora, framboesa, morango (este último com moderação)
Hortaliças e verduras Aspargos, cebola, alho, alho-poró, couve, couve-flor, milho, alcachofra, beterraba Cenoura, abóbora, tomate, pepino, feijão verde, abobrinha, cebolete, berinjela. Acelga, batata e pimenta verde podem ser consumidos, com moderação
Lácteos Leite Quantidades moderadas de iogurte e queijos. Leite sem lactose
Cereais Pães integrais, bolachas integrais, farelo de trigo Arroz refinado, pão branco, macarrão simples, quinoa
Legumes Lentilhas, grão de bico, feijão Não recomendado
Frutos secos Nozes, amêndoas, avelãs, amendoins Não indicado inteiro ou moído, apenas em bebidas vegetais
Carnes e ovos Carnes processadas (frios, embutidos) Carnes cruas e frescas. Pode ser frango e peixe. Ovo é permitido
Bebidas Cerveja, vinhos doces, refrigerantes com ou sem açúcar, sucos de frutas Água, chá, vinhos secos

Perguntas frequentes sobre o cólon irritável

Como não existe tratamento curativo — assim como não há uma dieta padrão — as pessoas que sofrem com cólon irritável, pode haver muita informação desencontrada a respeito dessa síndrome.

Por isso,  buscamos, em estudos científicos, as respostas para as dúvidas mais comuns sobre esse transtorno. Atento a cada uma delas, você ficará muito bem informado:

As pessoas que sofrem de cólon irritável devem fazer uma dieta detox ou uma limpeza do cólon?

Não, essas dietas de limpeza não são indicadas para o cólon irritável. Primeiro, porque não têm respaldo científico e, portanto, qualquer comprovação de eficácia. Já a limpeza do cólon (hidroterapia ou lavagem) pode trazer risco de infecções e desequilíbrios hidro eletrolíticos.

fibra para digestão

O Psyllium é uma fonte de fibra solúvel e é recomendada tanto para a constipação quanto nos casos de diarreia. (Fonte: Siamphotos: 50485404/ 123rf.com)

A síndrome do intestino irritável atinge mais mulheres ou homens?

O cólon irritável é mais comum em mulheres do que em homens. Para se ter ideia, a estimativa é que, a cada 10 pessoas que sofrem deste distúrbio, entre 6 e 7 são mulheres. No entanto, em muitos países em desenvolvimento o número é semelhante entre homens e mulheres (15).

Qual faixa etária é mais atingida pelo cólon irritável?

O cólon irritável pode afetar desde crianças até idosos. Em geral, a maioria das pessoas relata os primeiros sintomas antes dos 35 anos. Uma curiosidade é que, em indivíduos com mais de 50 anos, a síndrome tende a se manifestar mais levemente do que em adultos jovens (15).

Excluir o glúten da dieta alivia os sintomas do cólon irritável?

Algumas pessoas que sofrem de cólon irritável podem desenvolver também intolerância ao glúten, apesar de não serem celíacas. Nesses casos, abster-se do glúten leva à melhora nos sintomas.

Porém, se não houver doença celíaca ou intolerância ao glúten, uma dieta de exclusão não se justifica. Esta seria mais uma entre as diversas restrições necessárias, sem comprovação de eficácia (3).

bifes de atum

As carnes e os ovos são bem tolerados. Ainda assim, em episódios de diarreia, flatulência ou muita dor, o ideal é consumir apenas as mais leves, como frango e peixe. (Fonte: Nitr: 94914344/ 123rf.com)

Critérios de compra

Você viu que existem vários suplementos para combater o cólon irritável incluindo probióticos, Psyllium e óleo de hortelã-pimenta. No entanto, antes de comprar, é preciso saber um pouco mais sobre as cepas probióticas específicas ou qual a diferença entre o Psyllium e a inulina. Para tanto, é fundamental avaliar esses critérios:

Cepas e dosagem dos probióticos

A quantidade de bactérias fornecida por um probiótico é medida em UFC (unidades formadoras de colônias). Para que um suplemento tenha o efeito esperado, ele deve fornecer pelo menos entre 100 milhões e 1 bilhão de UFCs por porção. Esta informação deve estar no rótulo (5).

Além disso, nem todos os probióticos têm a mesma função. Existem cepas de probióticos que são específicos do cólon irritável e servem para diminuir a dor abdominal, regular o movimento intestinal e reduzir gases e inchaço (9, 16):

  • Bifidobacterium infantis 35624 (a mais estudada);
  • Bifidobacterium longum BB536;
  • Lactobacillus plantarum 299v;
  • Lactobacillus rhamnosus GG.
pães de trigo integral

O pão branco, o arroz refinado e o macarrão simples costumam ser bem aceitos pela maioria das pessoas acometidas pela SII. (Fonte: Decius: 45464688/ 123rf.com)

Forma de apresentação do Psyllium

O Psyllium é comercializado em forma de pó, cápsulas e comprimido. No entanto, a melhor maneira de consumi-lo é em pó, misturado com as refeições ou dissolvido em bebidas.

Para evitar inchaço abdominal, é importante começar com pequenas quantidades e aumentar gradativamente. Em crises do cólon irritável, sejam elas seguidas de diarreia ou constipação, o Psyllium pode ajudar a controlar os sintomas.

Se ficar em dúvida entre o Psyllium e a inulina — outro prebiótico altamente utilizado —, lembre-se que a inulina é um FODMAP e, portanto, seu consumo pode agravar o cólon irritável (17).

Apresentação do óleo de hortelã-pimenta

O óleo essencial de hortelã-pimenta pode ser encontrado na forma líquida e cápsulas. A maioria dos óleos essenciais é destinada somente ao uso externo, usados na aromaterapia, cosmetologia e massoterapia.

Por este motivo, é importante ter cuidado redobrado na hora da compra. O óleo de hortelã-pimenta líquido comestível pode ser adicionado às receitas (especialmente bebidas) e usado para combater o mau hálito.

A eficiência do óleo em cápsulas para o cólon irritável se deve à liberação do mentol diretamente no intestino. Assim, os seguintes efeitos indesejáveis ​​serão evitados (6):

  • Náuseas;
  • Ardência;
  • Sabor residual de menta;
  • Refluxo;
  • Diarreia.

Alérgenos

Antes de escolher o seu suplemento, verifique a presença de fatores que possam desencadear reações alérgicas. Se você é intolerante a algum alimento, como ovos, castanhas ou leite) verifique a composição do produto antes de optar por ele.

Se você está sob uma dieta baixa em FODMAPs, deve evitar a lactose. Por esse motivo, verifique se o suplemento que pretende comprar é livre deste sacarídeo. O mesmo ocorre com qualquer outra restrição orientada pelo profissional que acompanha seu tratamento.

Resumo

O cólon irritável é um transtorno intestinal de incidência considerável no Brasil, podendo chegar a quase 28% da população em alguns estados. Como as causas deste distúrbio ainda não estão totalmente esclarecidas, é importante estar atento às medidas de prevenção, especialmente adotando uma dieta que ajude a atenuar os sintomas.

Ao longo deste guia, trouxemos informações sobre o cólon irritável e falamos sobre a importância da manutenção do equilíbrio da flora intestinal para diminuir as crises. Para tanto, elucidamos o papel dos probióticos e dos prebióticos, que podem ser ingeridos por meio da dieta convencional e, sobretudo, com suplementação adequada. Mostramos os cuidados para se ter antes de iniciar o uso de suplementos e assim, esperamos ter ajudado na sua decisão por mais qualidade de vida.

Se nosso artigo foi útil para você, convidamos a compartilhar este material com outras pessoas. Muito obrigado, até logo!

(Fonte da imagem destacada: Zykava: 126647652/ 123rf.com)

Referências (17)

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Fonte

2. Fragoso Arbelo T, Milán Pavón R. El síndrome de intestino irritable como causa de dolor abdominal crónico [Internet]. 2018.
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3. Carmona Sánchez R et al. Consenso mexicano sobre el síndrome de intestino irritable [Internet]. 2016.
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4. Schmulson M, Drossman D. What Is New in Rome IV [Internet]. 2017.
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5. Guzmán E, Montes P, Monge E. Probióticos, prebióticos y simbióticos en el síndrome de intestino irritable [Internet]. 2012.
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6. Remes Troche J et al. Tratamiento farmacológico del síndrome de intestino irritable: revisión técnica [Internet]. 2010.
Fonte

7. Eriksson E, Andrén K, Kurlberg G, Eriksson H. Aspects of the non-pharmacological treatment of irritable bowel síndrome [Internet]. 2015.
Fonte

8. Johannesson E et al. Physical Activity Improves Symptoms in Irritable Bowel Syndrome: A Randomized Controlled Trial [Internet]. 2011.
Fonte

9. Yuan F et al. Efficacy of Bifidobacterium infantis 35624 in patients with irritable bowel syndrome: a meta-analysis [Internet]. 2017.
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10. Alammar N et al. The impact of peppermint oil on the irritable bowel syndrome: a meta-analysis of the pooled clinical data [Internet]. 2019.
Fonte

11. Perona M. ¿La fibra mejora o empeora el síndrome del intestino irritable? [Internet]. 2009.
Fonte

12. Torresani M, Somoza M. Capítulo 7: Patologías intestinales. En: Lineamientos para el cuidado nutricional. Editorial Eudeba. 2009.
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13. Longo E, Navarro E. La técnica dietoterápica en las enfermedades intestinales. En: Técnica dietoterápica. Editorial El Ateneo. 2004.
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14. Figueroa C. Dieta baja en FODMAP en el síndrome de intestino irritable [Internet]. 2015.
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15. Canavan C, West J, Card T. The epidemiology of irritable bowel syndrome [Internet]. 2014.
Fonte

16. Ducrotté P, Sawant P, Jayanthi V. Clinical trial: Lactobacillus plantarum 299v (DSM 9843) improves symptoms of irritable bowel síndrome [Internet]. 2012.
Fonte

17. Zugasti A, Estremera F, Petrina E. Dieta pobre en FODMAPs (fermentable oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols) en el síndrome de intestino irritable: indicación y forma de elaboración [Internet]. 2016.
Fonte

Por que você pode confiar em nós?

Romina Cerutti Nutricionista
Licenciada em Nutrição e coach de saúde e bem-estar. Logo depois da graduação, começou a escrever artigos sobre alimentação e nutrição, pois percebeu que as pessoas liam muito sobre esse tema, mas na maioria das vezes, a informação obtida estava errada ou era falsa. Seu objetivo é escrever artigos verídicos, úteis e interessantes para o leitor.
Redatora do Saudável&Forte, Vera pesquisa com muito cuidado e auxiliar na redação e edição de artigos relevantes que envolvem um dos temas que mais lhe interessam: o universo da suplementação.
Artigo científico
Baldomero López V, Llames L. Diarrea aguda y crónica. Estreñimiento. Síndrome de intestino irritable. Enfermedad diverticular. En: Rodota E, Castro M. Nutrición clínica y Dietoterapia. Editorial Panamericana. 2012.
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Artigo científico
Fragoso Arbelo T, Milán Pavón R. El síndrome de intestino irritable como causa de dolor abdominal crónico [Internet]. 2018.
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Artigo científico
Carmona Sánchez R et al. Consenso mexicano sobre el síndrome de intestino irritable [Internet]. 2016.
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Artigo científico
Schmulson M, Drossman D. What Is New in Rome IV [Internet]. 2017.
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Artigo científico
Guzmán E, Montes P, Monge E. Probióticos, prebióticos y simbióticos en el síndrome de intestino irritable [Internet]. 2012.
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Artigo científico
Remes Troche J et al. Tratamiento farmacológico del síndrome de intestino irritable: revisión técnica [Internet]. 2010.
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Artigo científico
Eriksson E, Andrén K, Kurlberg G, Eriksson H. Aspects of the non-pharmacological treatment of irritable bowel síndrome [Internet]. 2015.
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Artigo científico
Johannesson E et al. Physical Activity Improves Symptoms in Irritable Bowel Syndrome: A Randomized Controlled Trial [Internet]. 2011.
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Artigo científico
Yuan F et al. Efficacy of Bifidobacterium infantis 35624 in patients with irritable bowel syndrome: a meta-analysis [Internet]. 2017.
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Artigo científico
Alammar N et al. The impact of peppermint oil on the irritable bowel syndrome: a meta-analysis of the pooled clinical data [Internet]. 2019.
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Artigo científico
Perona M. ¿La fibra mejora o empeora el síndrome del intestino irritable? [Internet]. 2009.
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Artigo científico
Torresani M, Somoza M. Capítulo 7: Patologías intestinales. En: Lineamientos para el cuidado nutricional. Editorial Eudeba. 2009.
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Artigo nutricional
Longo E, Navarro E. La técnica dietoterápica en las enfermedades intestinales. En: Técnica dietoterápica. Editorial El Ateneo. 2004.
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Artigo científico
Figueroa C. Dieta baja en FODMAP en el síndrome de intestino irritable [Internet]. 2015.
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Artigo científico
Canavan C, West J, Card T. The epidemiology of irritable bowel syndrome [Internet]. 2014.
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Artigo científico
Ducrotté P, Sawant P, Jayanthi V. Clinical trial: Lactobacillus plantarum 299v (DSM 9843) improves symptoms of irritable bowel síndrome [Internet]. 2012.
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Artigo informativo
Zugasti A, Estremera F, Petrina E. Dieta pobre en FODMAPs (fermentable oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols) en el síndrome de intestino irritable: indicación y forma de elaboración [Internet]. 2016.
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